terça-feira, 28 de abril de 2009

Umas eleições de susto

Sou um grande fã de filmes de terror, e um filmezito sem uns cagaços e umas tipas a serem esventradas durante o coito, ou que vão tomar um banho de chuveiro a meio de uma fuga a um gajo com uma motosserra/machete/machado, não é um filme que mereça ser visto.
No entanto é minha opinião que a temática de filme de terror seguida agora pelos partidos políticos para os cartazes de campanha está a ir longe de mais.
Tudo começou com o PS. Como em qualquer filme de terror que se preze, o PS começou por apresentar uma personagem inócua nos cartazes: o Avô Cantigas. No fim da semana passada, esses cartazes, de surpresa, foram substituídos por uns com o fantasma do Guterres, a sair das brumas. Quem o vir sabe o susto que uma pessoa apanha, quando está à espera do fantasminha brincalhão, apanha com o Guterres com a mão esticada para nos agarrar. Ainda hoje tenho suores frios de cada vez que passo na Paiva Couceiro e sou ameaçado com o Guterres nas brumas, qual D. Sebastião a ameaçar voltar a qualquer momento...
O PSD não fica atrás: os cartazes do PSD optam pela imitação perfeita da Manuela Ferreira Leite de uma múmia embalsamada. Ao menos a ela o fotógrafo não deve ter tido que dizer para estar quieta e não pestanejar. Próxima paragem, campanhas publicitárias para um novo perfume tipo Formol nº5 da Chanel. Fruto deste rumo da campanha é o regresso de Santana Lopes que , na melhor tradição de um Sexta Feira 13 ou Pesadelo em Elm Street, é chacinado, retalhado e queimado no fim de cada eleição, mas renasce sempre para a sequela.
Tenho para mim no entanto que o verdadeiro precursor desta tendência é o PCP: anteriormente conhecido pelo partido dos Dinossauros, opta agora por um líder que é a cara chapada do Prof. Astromar da novela Roque Santeiro que, como todos sabemos, era na verdade um Lobisomem. Esta inversão radical no tipo de filme explorado parece-me fruto de uma longa carreira a assustar criancinhas.
O BE, por sua vez, revela uma estranha tendência para imitar zombies. Andam sempre em grupo, os apoiantes têm sempre um ar emaciado de quem se alimenta mal e cheira a putrefacção, e o Francisco Louçã quando fala espuma da boca: se ouvirem com atenção, por trás de cada frase a culpar os bancários ouve-se um ligeiro zumbido de "braaaiiiiinnnnnssss"... Para além do que quando em grupo com o Miguel Portas e o Luís Fazenda o que espero a qualquer momento é que comece a coreografia do Thriller do Michael Jackson.
No meio desta orgia de sangue e tripas, é de louvar a opção do CDS por uma revisitação de um filme mais romântico tipo Brokeback Mountain. Há que assumir a diferença.

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